Andar a pé

Saudações Sobrevivencialistas,
Qual o momento crucial de ficar ou partir, garantir o que tem reservado, ou fugir para o mato? Sair às pressas ou no momento certo? Divisores entre o sucesso e fracasso, sobreviver ou morrer?
Essa semana em uma discussão de pontos de vista e preparações diferentes, entre Batata, do Guia do Sobrevivente (que conta com suas preparações e a segurança, autossuficiência do seu lar, além da BOL) e do Júlio Lobo, do Sobrevivencialismo ( que estaria focado a ter um lugar seguro para se estabelecer),e claro o contexto que cada um está inserido, um em uma cidade interior e o outro em um grande centro. E isso instigou e ao mesmo tempo que eu estava voltando a caminhar, afinal se o foco é sobreviver, cada um vai adaptar isso de uma forma. Toda fortificação há limites, e deixar sua casa, e partir pra BOL, há sérios riscos de deslocamento, principalmente se você não pratica nenhum exercício físico.
BOL: que comecem os trabalhos...

A questão da sobrevivência é responsabilidade individual, é o seu contexto. Cada um que avalie seus riscos e crie medidas para eles, e se prepare.Não adianta morrer com recursos quase ilimitados se não pode fugir com parte deles, é preciso saber a hora de largar o osso.Se precisar largar meus ossos, ja tenho um local para fugir, e preparo pra fugir.

Você tem condição de aguentar algum tempo uma onda de distúrbios civis no conforto do seu lar, ou você teria de abandoná-lo devido à falta se segurança? Ou segurança não tão reforçada? Há pessoas que investem em bunkers, e ainda sim fazem um refugio no mato, com algum plantio e acesso à água potável.Por isso quem não tem uma BOL, é bom ir pensando nessa possbilidade.
Kemerson, Amigo e irmão, desde muito tempo de caminhada, com seu fiel Marley. Que também contribuira com postagens no blog.

O que venho dizer hoje, é que por um período de latência, estive um pouco sedentário, principalmente no período de faculdade, após a formação venho recuperar de onde parei cada um tem um esporte ou hobby, algo que faça para se sentir bem, natação, montanhismo, futebol, vôlei, ciclismo, pescaria e o meu, a arte de andar a pé.

Alguem disse andar a pé? 

Antes mesmo da Sophie, e de outras coisas, andar a pé sempre foi um passatempo, ficava maravilhado em andar longas distâncias, urbanas e rurais. Então agora dos passeios recreativos de fim de noite com a Sophie, até minhas caminhadas de fim de semana no mato, passando agora a ir para o trabalho a pé.

Hoje ainda contando com uma ajuda high tech do Runkeeper

Afinal, não se pode pensar em preparação, andando (dependendo) de transportes, apenas como se fossem nossas próprias pernas, da minha casa até o BOL I, são uns 10 km, e mesmo que chegasse de carro próximo ao BOL, teria ainda de andar 3 km, ainda sim visando o caminho mais fácil, já que existe outra estrada que passa próximo, porém a volta é maior.Minha maior caminhada com Sophie, foram 14 Km, da cidade sentido área rural da cidade, o detalhe é que seguindo a estrada é fácil ganhar uma carona pra volta, e foi o que aconteceu.
 
Sophie e eu, curtindo o conforto dos assentos novos.

Uma indicação de livro, para quem gosta de caminhar longas distâncias, seria o Livro de Henry Thoreau: Andar a pé, nele Henry diz sobre suas impressões de caminhar por ai e dá uma outra visão do que seja liberdade, sob uma ótica de vida simples, desprendido das banalidades que a sociedade nos impõe, o livro é recheado de simplicidade e rusticidade.

Henry David Thoreau, patrônomo desse BLOG


Cabana e monumento de Henry Thoreau, Lago Walden


Tendo em vista que também busco um padrão de vida simples e sustentável, o que remete ao faça você mesmo, afinal quanto mais coisas puder aprender e fazer, melhor em um cenário de crise ou situação de extrema necessidade. Como diz Thoreau, a bondade é um investimento que não vai a falência, e eu completo, assim como andar a pé.... 

Ande  e esteja preparado...



4 comentários :

  1. Ótimo "post". Eu as vezes estou imerso em pensamentos sobre a constução de um BOL onde meus pais residem. São 140 km, um longa caminhada.

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    1. Obrigado pela atenção! Sim, 140 km, são uma caminhada bem grande.
      Nos casos, essa BOL, seria um ponto de escala a proxima BOL, que fica a 14 KM + ou -
      Seria um ponto para reagrupar e organizar, ou talvez dependendo da necessidade, esperar a poeira abaixar. Tirando que não há acesso de carro, então não é qualquer pessoa que possa chegar lá.

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  2. Tenho as mesma situação Marcelo.. O meu ficaria a 120... Teria que ir pela rodovia federal...
    Fiz o caminho de santiago, na espanha. Lá andei na média de 32km por dia.. Sei que aqui não poderei ter essa média...
    Por isso estou preparando minha bicicleta...
    Em tempo, este foi um ótimo post...

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    1. Com certeza não da pra ter essa média, mas tendo habito de caminhar, o sofrimento é menor, em encarar certas caminhadas, do que aquelas pessoas que estão ainda na condiçã ode ovelha e dependência de transportes.
      Procure ler o livro, antes mesmo de lê-lo, já tinha um pouco dessa arte de andar a pé.
      Quando visitava minhas avôs em outra cidade, gostava de me deslocar a pé, o gostinho da aventura, de caminhar, de ver coisas que as pessoas condicionadas em seu padrão de vida pré determinado, não observam.
      E agradeço pela atenção e tempo depositado na leitura =)
      Grande Abraço.

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